fevereiro 05, 2010

Domésticas

Ontem mergulhei em meu universo de luz.

Acompanhei e imprimi a escrita do sol sobre meus guardados e expostos.

Entre eles, meus amigos e seus modos de expressão.

Na primeira foto, o Leminski projetado ao teto.

Ele vem de um vidro jateado com a imagem do poeta, que encontrei num sebo encardido da Rua Riachuelo.

Migra pela casa, conforme o movimento do sol.

Na segunda e terceira, sombras chinesas de vidros coloridos.

No cantinho de uma estante, num belo desenho da Leila Pugnaloni, um casal de velhinhos.

Sobre outra estante, o quadro refletivo de Iara Teixeira, inundando o verde pelo efeito do sol.

Fragmentos do meu mundo.



9 comentários:

Fernando Zanforlin disse...

... na domesticidade dos objetos, o que importa é saber quem é servo de quem?
ABS.

João Menéres disse...

Quem mergulha (ou observa) desta forma são só os ARTISTAS!
Surpreendentes universos subaquáticos tens tu na tua sala.
Universos subaquáticos que os teus olhos fazem planar.

Um beijo.

Lina Faria disse...

Fernando,
Carregamos mesmo fardos desnecessários à prática.
Mas há os que servimos em troca de emoção.

João,
obrigada e outro beijo.

Lee Swain disse...

Mardito víço de oiá, sô!

Anônimo disse...

Oi Lina,
lindas fotos, só pessoa com tamanha sensibilidade para olhar e captar em imagens esses instantes.
abraço
Madoka

Anônimo disse...

LIna querida, esses objetos domésticos, ao teu olhar, se transformam em luz. Maravilha.Como diria Modigliani: " A vida é um dom, de poucos para muitos, dos poucos que a sabem e possuem, para os muitos, que não sabem nem a possuem".
Beijos
Iara

Anônimo disse...

Aliás, obrigada, você é uma das únicas que entendeu o jogo de luz que faz o refletivo, e colocou o quadro num lugar perto da janela.
Beijos
Iara

expressodalinha disse...

Belas fotos. Bela intimidade. Da próxima vez tenho definitivamente de ir a Curitia.

Daniele Regis disse...

lindas fotos! pura poesia!

Quem sou eu

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Curitiba, Paraná, Brazil
Sou fotógrafa e curiosa. Vivo na cidade de Curitiba e gosto de olhar e documentar a relação das pessoas com os espaços em geral. Levo isso ao pé da letra, quando fotografo as ruas e sua ocupação desordenada. Também nos interiores das submoradias, longe de qualquer padrão de ordem mas com um sentido de segurança, mesmo que penduradas e vulneráveis à primeira chuva. Mas tudo isso tendo como compromisso a beleza, a harmonia. Mesmo na realidade de uma favela, resgatar a dignidade através do belo é o que me interessa. Gosto também, e muito, de design e arquitetura. Da social à contemporânea, o gosto pelo ocupar me interessa. contato: linafaria@yahoo.com.br
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