março 04, 2012






ENQUANTO ISSO,

NA REPÚBLICA DOS ARQUITETOS...








   arkitêta


Acabo virando uma ombudswoman (sic) da minha cidade, Curitiba.
Caso de paixão, sou crítica com ela, mas como membro da família.
Penso que só quem vive aqui, frui de sua rotina e, o melhor ou pior, é contribuinte de seus tributos, pode criticá-la.
Não me venha o vizinho falar mal de algum dos meus.
Já entre os irmãos de cidade, vale e têm que ser discutidos assuntos que fazem mesmo a cidade perder sua identidade construída. Destroem nosso patrimônio, nossa boa arquitetura na ocupação da cidade.




Também não é reflexo de colonizado ficar citando exemplos de São Paulo, cidade tão pecadora.
É que Curitiba ganhou essa aura de REPÚBLICA DOS ARQUITETOS, pela revolução urbana que viveu na década de 70, com o IPPUC do Jaime Lerner, por ser terra de Vila Nova Artigas, enfim, ela tem esse compromisso com a história estética.


Enquanto São Paulo tomba as casas modernistas de Artigas, nos curitibanos não fizemos ainda um resgate consistente de seu legado.
Ao contrário, em Curitiba destroem o trabalho de um dos mais expressivos arquitetos brasileiro que é o paulista Oswaldo Bratke.


Pra mim, saber disso à época que se comemora o Centenário da Semana de 22, o da Arte Moderna, é pior que revoltante.
É vergonhoso.


O pior é que já se pensou e desenvolveu-se, inúmeras vezes, em tombar alguns exemplares de Casas e Edifícios Modernistas daqui, mas interesses superiores sempre abortam os planos.
É "a força da grana que ergue e destrói coisas belas"...
Dó e constrangimento.



3 comentários:

Jugler° thg disse...

Cagando no pau.

Lina Faria disse...

Isso mesmo, Th...

Adalberto Camargo disse...

Ai, que soco no estômago ver este sacrilégio...

Quem sou eu

Minha foto
Curitiba, Paraná, Brazil
Sou fotógrafa e curiosa. Vivo na cidade de Curitiba e gosto de olhar e documentar a relação das pessoas com os espaços em geral. Levo isso ao pé da letra, quando fotografo as ruas e sua ocupação desordenada. Também nos interiores das submoradias, longe de qualquer padrão de ordem mas com um sentido de segurança, mesmo que penduradas e vulneráveis à primeira chuva. Mas tudo isso tendo como compromisso a beleza, a harmonia. Mesmo na realidade de uma favela, resgatar a dignidade através do belo é o que me interessa. Gosto também, e muito, de design e arquitetura. Da social à contemporânea, o gosto pelo ocupar me interessa. contato: linafaria@yahoo.com.br
Todos os direitos reservados à autora.
Fotos podem ser copiadas desde que com menção à fotógrafa e sem fins comerciais.

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