julho 19, 2009

Bom Dia, São Paulo!

Sempre me rendo as São Paulos todas que existem dentro dessa uma.
Eu, que gosto de viajar, adoro as opções culturais e étnicas que ela nos oferece. Quem fala é alguém que viveu por três vezes nessa mixórdia com nome de santo.
Interessante que eu, que adoro Sampa, tenha ficado um bom tempo sem interesse de reve-la.
Das ultimas 2 vezes que fui, não fui aos Jardins. Fiquei em hotéis do centro, hábito que gosto de fazer nas grandes cidades. Tenho facinio em observar a noite profunda dessa região tão profana. Pelos meus limites isso só é possível com segurança, dentro de um bom hotel. Mesmo que eu não fotografe, adoro observar as calçadas, os travestis das imediações. Não que eu adore a condição, mas gosto de saber tudo o que acontece nessas regiões fora dos padrões. "Sinto que posso levar a qualquer minuto uma facada nas costas ", como dizia Odile Rubirosa , sobre correr atrás de blocos de sujos da Zona Norte do Rio, no carnaval. Hoje a impressão que a francesa teria seria de receber uma bala perdida.
Bem, mas voltando a São Paulo, é bom ver de longe os primeiros movimentos das barracas para a feira de artesanato do sábado.
As primeiras luzes no Edifício Itália, um pedaço do Copan. Só essas possibilidades desconhecidas têm me interessado.



8 comentários:

Anônimo disse...

Sra. Lina, não entendi o termo "mixordia" para referir-se a São Paulo.
Lamentável!
Ana

Lina Faria disse...

Sra. Ana,
Acho lamentável mesmo a mixórdia, enquanto mistura, salada de valores, confusão.
Adoro São Paulo mas sempre observo que a rua é sempre um não lugar. São Paulo é uma mixórdia, enquanto é lugar de ninguém.
Gosto desse provisório, gosto dessa confusão.
Não se lamente. Eu adoro São Paulo.

peri s.c. disse...

O velho Centro de São Paulo é um mistério a ser desbravado.
Se puder programar, venha na próxima Virada Cultural, que acontece principalmente no Centro, uma surpresa para os próprios paulistanos flanar de espetàculo em espetáculo, descobrindo as insuspeitas e antigas belezas, realçadas pela iluminação noturna.
Evento que permite até sair pelas ruas com a máquina fotográfica na mão , desde que com alguma discreção.

Anônimo disse...

São Paulo é o que é pela mistura de raças, cores, pessoas belas e feias.
São Paulo é linda a seu modo. Uma cidade onde, apesar do medo, as pessoas ainda se falam nas rua, na fila do ônibus, no supermercado se trocam receitas, na fila do PS do Hospital onde trabalho, "mascarados" comentam o medo da gripe suina.
Apesar de ser curitibana, toda vez que vou a Curitiba admiro a beleza da cidade e de seu povo, mas me entristeço com a frieza das pessoas que não gostam de forasteiros.
Então, viva a nossa mixórdia!

Lina Faria disse...

Que mal entendido. O que é cultura, se não mistura. Trabalho com rua.Gosto dessa mixordia que é qualquer centro urbano do Brasil.Não me entendam mal.

Lina Faria disse...

Peri:
Nas viradas culturais fica tudo meio Xingú pra jornalista ver. Prefiro a surpresa de uma noite comum.

peri s.c. disse...

Lina
Na Virada, dado o perfeito policiamento nas ruas e o acúmulo de gente, vocês percorre trajetos, vê novas pesrpectivas da cidade e descobre quebradas que teríamos receio de frequentar durante o dia. Experiência própria.

Devem existir uns deuses que protegem turistas e jornalistas, não cidadãos quase comuns.

Óbvio que nesses eventos se transforma numa outra cidade, talvez a cidade ideal ( tirando o excesso de gente ) : aquela onde as pessoas podem passar tranquilamente pelas ruas . A deliciosa " passeggiata " praticada na Itália.

Lina Faria disse...

Vou experimentar uma virada, Peri. É sempre surpreendente.

Quem sou eu

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Curitiba, Paraná, Brazil
Sou fotógrafa e curiosa. Vivo na cidade de Curitiba e gosto de olhar e documentar a relação das pessoas com os espaços em geral. Levo isso ao pé da letra, quando fotografo as ruas e sua ocupação desordenada. Também nos interiores das submoradias, longe de qualquer padrão de ordem mas com um sentido de segurança, mesmo que penduradas e vulneráveis à primeira chuva. Mas tudo isso tendo como compromisso a beleza, a harmonia. Mesmo na realidade de uma favela, resgatar a dignidade através do belo é o que me interessa. Gosto também, e muito, de design e arquitetura. Da social à contemporânea, o gosto pelo ocupar me interessa. contato: linafaria@yahoo.com.br
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