outubro 29, 2009

QUEIMARAM NOSSO PARANGOLÉ!

Lamentável que uma fofoca ao nível da que Maitê Proença promoveu
repercuta mais que o sinistro de todo o acervo das obras de Hélio Oiticica, 1937-1980.

Oiticica artista plástico e performático de aspirações anarquistas, considerado por muitos um dos artistas mais revolucionários de seu tempo e sua obra experimental e inovadora é reconhecida internacionalmente. Neto de José Oiticica, anarquista, professor e filólogo brasileiro, autor do livro O anarquismo ao alcance de todos (1945).

Há uma semana um incêndio acabou com todas as obras, guardadas em um cômodo da casa da família do artista.
Avaliada em duzentos milhões de dólares, as peças não eram asseguradas.
Meu Deus! essa família dormia com duzentos milhões de dólares num quartinho da casa.
E lá se foi mais um patrimônio cultural nosso. Queimaram nosso Parangolé!

O desenho é do Benett, http://cartunistasolda.blogspot.com/

7 comentários:

claudio boczon disse...

ué?

não foi um incêndio que mandou pro beleléu os parangolés e quejandos?

João Menéres disse...

Aqui, a este rectângulo à beira mar plantado, não chegou qualquer notícia.
É de muito lamentar, seja qual for a causa da perda do património.
Se foi incêndio, então TUDO se perdeu.
Se foiroubo, está numas mãos determinadas.
Um dia aparecem...

tonhOliveira disse...



Afinal, roubo ou incêndio Lina?

Ou as duas coisas e não estou sabendo?

Abraços!

Duende disse...

Aqui só deu maitê :P....

Lina Faria disse...

Sorry,
foi incêndio...

expressodalinha disse...

Desconhecia. Só para português burro:o que é parangolé?

Lina Faria disse...

Parangolé é uma espécie de manto, de estandarte.
Parangolé acabou virando um movimento cultural pois, ainda na década de 60, ele usava materiais usados. Reciclava e transformava em verdadeira identidade. Um parangolé não era igual ao outro.
Esse foi o trabalho que mais o identifica, mas ele tem uma consistente produção. Grande parte incendiada agora.

Quem sou eu

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Curitiba, Paraná, Brazil
Sou fotógrafa e curiosa. Vivo na cidade de Curitiba e gosto de olhar e documentar a relação das pessoas com os espaços em geral. Levo isso ao pé da letra, quando fotografo as ruas e sua ocupação desordenada. Também nos interiores das submoradias, longe de qualquer padrão de ordem mas com um sentido de segurança, mesmo que penduradas e vulneráveis à primeira chuva. Mas tudo isso tendo como compromisso a beleza, a harmonia. Mesmo na realidade de uma favela, resgatar a dignidade através do belo é o que me interessa. Gosto também, e muito, de design e arquitetura. Da social à contemporânea, o gosto pelo ocupar me interessa. contato: linafaria@yahoo.com.br
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